domingo, 13 de fevereiro de 2011

filósofos na noite

Sintra. Está escuro cá fora. Já se ouvem os passos rotineiros de mais um dia que chega ao fim.
São os passos sempre iguais de mais uma noite, do recolher...
Também dentro de mim, recolho este momento. Não no silêncio, mas numa música melodiosa que se pousa sobre nós.
Gostava de poder eternizar este momento, como se fosse uma palavra a ecoar para todo o sempre. Guardá-lo dentro de mim, e revivê-lo quando quisesse. Olho-te. Olhas-me. Uma troca de olhares embriagados pelo frio, aproximam-se.
Aproximam-se também os lábios e tocam-se de uma forma ténue.. suave..
Gostava de poder ser eu a proprietária desse sorriso, desse olhar com que me olhas e agarrá-lo para sempre.
Hoje disseste-me, na noite, que isso ia estragar cada pedaço de magia que nos envolve nesta cúpula transparente e tão forte...

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