quinta-feira, 7 de julho de 2011

Madrid II- el gato que tiene siete vidas

Há um cheiro que caracteriza as várias linhas de metro de Madrid. As pessoas, essas, têm aquelas expressoes rotineiras de regresso a casa depois de mais um dia de trabalho.
Há um senhor que toca violino em Argüelles. Tiro os phones dos ouvidos por respeito ou por algo no seu olhar que me faz querer ouvi-lo.
Por vezes desafina, mas vale a pena. Alguém importante me disse que quando somos imperfeitos, somos inteiros... mas quando somos perfeitos nao somos humanos sequer!
Vejo um anúncio a uma peça de teatro "el gato que tiene siete vidas"... y yo ? Cuantas tengo?
É que acho que já "morri" e voltei a viver várias vezes...

Madrid I- en el cine

Deitada sobre a água fria daquele dia quente, podia ver os pássaros que voavam sobre si. Cada momento passado naquele pedaço de tempo só seu, cheirava imensamente a uma liberdade que sem saber como, tinha alcançado. Era aquela liberdade que nos permite sermos nós e descobrirmos uma faceta nossa que nao conhecíamos antes.
Percorria sozinha uma cidade desconhecida e partir tinha sido o melhor para aquele momento da sua vida em que se encontrava entorpecida por um gostar nao correspondido e infantil...
Ali, onde as memórias chegavam devagar, pedia apenas para permanecer naquele momento mais tempo, deitada por cima da água cristalina, a ver os pássaros que voavam acima de si. E que mais estava acima de si naquele momento ?

Música- Los peces - Llasa de sella