segunda-feira, 24 de maio de 2010

até ja

Sabem aqueles momentos em que não vos ocorre mesmo nada?

Dá-vos uma espécie de “stand-by” e não sabem o que fazer do momento, falta-vos a língua, a palavra escorre-vos pela alma abaixo e não se faz ouvir?

E no fundo, intimamente, vocês sabem que isso acontece porque não têm o que fazer ou dizer, mas é preciso partilhar, pôr algo a mexer?

PONHAM RETICÊNCIAS …

Seja qual for a teia de palavras em que se enredam, há sempre espaço para reticências..

Reticências em tensão, em alegria, em foco, em silêncio, em grito uníssono, em dança, em trabalho, em gargalhada..
Nunca desagregados ou perdidos, RETICÊNCIAS atrás da palavra.

Porque é que me sinto quase entrelaçada por fios invisíveis, ligações quase perfeitas e únicas?
Porque é que a Ângela tem agulhas de tricot, se nunca tricota na peça? Porque é que a Laura usa uma vassoura como detector de metais? Porque é o Rui Mário tem um cabelo tão fofinho, que champô usará? Porque é que a Inês Frias ficou pintada nos lábios depois da cena Noku? Porque é que o Fábio diz "natas" com tanta convicção? Porque é que o Rúben tem um cachecol cor de rosinha? Porque é que o Nuno usa um megafone e eu não? Porque é que a Bia não consegue descansar? Porque é que o David tem uma banana que é um comando e depois a come? Porque é que o Miguel fuma ganza por um aerossol? Porque é que o Mário tem a mania que toca o instrumento estranho? Porque é que a Cláudia é que diz verdade ou consequência? Porque é que a Bárbara a meio da peça saca do menino da lágrima? Porque é que Paulo diz blufalliciouuuuuuuse? Porque é que a Catarina tem a mania que inventou os kompensans? Porque é que o Luís é uma figura puxada por heroína? Porque é que a Thais diz casa com jardim dim dim e OJOS? Porque é que a Inês Bento grita quando diz HELICOPETRO TELECOMANDADO? Porque é que a Elsa fala sempre em cuecas às bolinhas? Porque é que a Tânia sendo cabeleireira tem um andar tão fino?

Vocês fizeram-me perceber, que há coisas que não merecem resposta. Simplesmente são.
Se as respondessemos, perderiam toda a magia. Enfiámos 12 candeeiros em palco, somos mesmo muita bons. TRAZEMOS O REI NA BARRIGA, ANDRÉS!
Tal como nós somos, quer estejamos presos ou ligados fisicamente.
E VOU SER UMA LAPA, sempre a colar-me aos vossos aquecimentos. Vai ser lindo.
Até já, sempre..

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