quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Flor amarela

Pensei nesse dia cinzento
Com chuva e tristeza
Frio gélido e vento
E a cidade acesa.
Pensei nos rostos assustados
Nas folhas pisadas
Nos corações calados.
Pensei na violeta amarela
Entre as outras flores,
Perdida na tela,
Que afinal tem outras cores.
Ficou longe de toda a gente
Só por ser amarela,
apenas por ser diferente
E olhos afiados se puseram sobre ela.
Todos nascemos iguais,
uma semente astuta na terra fresca,
uma união que nos faz especiais.
Da mesma água nos alimentamos
E mesmo sem as ver, temos raízes.
No céu, na terra ou no vento
Segundo aquilo em que acreditamos.
Nem todas as flores cantam,
algumas porque são envergonhadas.
Outras encantam,
outras porque não são afinadas.
Mas cada uma delas é diferente
Perdidas pelos cantos da cidade.
Pisadas e humilhadas pela gente.
E têm a uni-las amizade?

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