segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

céu azul

Porquê? , perguntei-te.
Talvez soubesses, a razão, aquilo que faz mover cada engrenagem daquilo que sentimos. Desde cedo achei-te com melhor compreensão que eu para essas coisas.
Porque é que às vezes sinto que vou rebentar, e que não cabe dentro de mim o que sinto? Porque é que pego num livro, e nesse instante quero logo saber o final?
Dá-me razões, pedi-te.
Sem mais nem menos, o Mundo gira. Sem mais nem menos a minha cabeça anda às voltas, para me perceber a mim própria.
A tua resposta foi fluida, foi a melhor que pudeste dar. Agarraste nos dedos e começaste a deixar saír de ti uma melodia única, fantástica.
As palavras complicam, disseste. Alimentam a memória, que alimenta a saudade.
Nunca me hei-de esquecer... As palavras efectivamente complicam.
Para quê querer nomear sentidos que são impossíveis de descrever?
O rio corre, porque a água desce, fresca pelas suas margens.
Do mesmo modo, os sentimentos que guardo se deixam fluír sempre de dentro para fora.
Quando é ao contrário, guardo no meu interior uma bola de neve pronta a criar uma avalanche a qualquer instante. Muro coberto de tijolos , prontos a cair.. a desmoronar.
Hoje estava triste, mas soubeste alertar-me de que o céu estava azul, e quando olhei e vi a cor turquesa por cima do meu olhar, fiquei convencida que devia sorrir. Sorri. Sorriste. Sorrimos.

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