terça-feira, 5 de janeiro de 2010

simples mente

Pulsar de jade sobre o orvalho.
As gotículas que numa lufa-lufa, se organizam sem lógica.
Como aqueles pedaços de água
que esvoaçam nos vidros
e escorregam perfeitamente desprendidos.
desorganizados, descoordenados e felizes.
Um acordar, um adormecer.
Complexidade de um movimento.
Aberto e livre,
motivado pela manhã nova.
Promessa de ciclos.
O teu argumento é circular.
Inválido.
é impossível de esconder o atrito?
Observa só as gotinhas esmeralda
que se pousam nas folhas verdes
e deixa a simplicidade invadir-te o espírito.
Sentiste?
nao fui eu.. foi a Lua. :)

2 comentários:

  1. Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol.
    Ambos existem; cada um como é.

    Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"
    Heterónimo de Fernando Pessoa

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  2. Por razões que conheço, pois este pais à beira mar plantado, tem mesmo é bué de sol e uma luz incomparável, o português não se dá bem com os dias cinzentos e chuvosos. No entanto e com a tua sensibilidade demonstras, como um dia assim pode ser inspirador. Ainda bem porque a criatividade não marca hora, nem dia, nem tempo, simplesmente vem à tona.
    Beijos e kandandus do coração.

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